2 de julho de 2008
quem és tu?!
25 de junho de 2008
génio louco?!
Ora... como estamos em final de época de exames aqui fica um teste para quem ainda tiver cabeça.
Antonin Artaud (1896-1948) desde cedo apresentou problemas de saúde e neurológicos. Aos 24 anos começou a tomar tintura de ópio para aliviar dores de cabeça. Tornou-se dependente. Foi internado diversas vezes. Sofreu vários tratamentos para loucura(!). Autor de teatro e cinema, teórico do teatro e autor de peças teatrais, poemas, ensaios, cartas (seu meio de expressão preferido).
Artaud questionou e subverteu a noção de LOUCURA em seus textos, como em "Van Gogh: O Suicidado Pela Sociedade".
Artaud, o existencialista do desespero. Poetas e críticos afirmam que Artaud ampliou a visão de Rimbaud, do poeta vidente. Um artista francês chegou a afirmar que ARTAUD era a reencarnação de RIMBAUD e seu sucessor espiritual.
Que ganda maluco...não tem nada a ver... mas tá bem.
Divirtam-se!!!
14 de junho de 2008
estou a ficar surda
17 de maio de 2008
desafios






11 de abril de 2008
desafios
Pronto, depois do desafio da leitura, cá estou eu para tentar responder ao outro desafio que me propôs a menina lover, lá na sua "casa na cidade", e que para mim é uma honra.É sem dúvida um grande desafio, pois é sempre difícil encontrarmos defeitos em nós próprios... digo eu, não sei!
Para além disso, em conversa com a minha estrela, e através da leitura de alguns blog's, concordo com a ideia de que os defeitos, são sempre questões muito subjectivas, uma vez que estão sempre dependentes de um determinado contexto.
O que é defeito "aqui", não é defeito "ali"!
Sendo assim, para meu primeiro defeito(s) elejo a Insegurança e o Ciúme quando tenho um relacionamento com alguém. Embora me tente controlar bastante, estes sentimentos estão lá.
Segundo, sou Teimosa e muito Independente. Gosto de fazer tudo à minha maneira, sem pedir a opinião de ninguém.
Terceiro, pago tudo na mesma moeda. Quando alguma coisa não está bem, tenho tendência a fazer às outras pessoas o mesmo que elas me fazem a mim, na tentativa que elas se toquem. Nem sempre funciona, e a maior parte das vezes sou mal interpretada.
Quarto, sou Rabugenta. Quando alguma coisa me incomoda, não consigo aguentar muito tempo sem "rabujar".
Quinto, e último, e para mim o meu maior defeito, é ser Sensível demais e ter a mania que sou a "super mulher". Muitas coisas me magoam e a maior parte das pessoas nem faz ideia.
Penso que este é o progenitor de todos os outros.
Desta vez não passo o desafio a ninguém, pois não sei a quem.
Por isso, quem aqui passar e assim o desejar, faça seu este desafio, com todo o gosto meu.
10 de abril de 2008
desafios
Vou então ao primeiro blog, que não podia deixar de ser o da minha estrela, e qual não é o meu espanto quando constato que fui "amaldiçoada" com um dos desafios que anda a percorrer uma das partes da blogosfera: indicar 5 autores ou obras literárias preferidas e um autor ou livro que merece apodrecer na prateleira.
Pronto, "estava o caldo entornado"! A minha estrela lança-me assim a batata quente para a mão, sem dó nem piedade e eu agora que me arranje.
Mas eu, como não sou mulher de virar a cara a um desafio, aqui estou, para da melhor forma possível, ultrapassar o "teste".
Começo por dizer, que a minha história com os livros nunca foi muito pacifica!
Quando era nova, e na escola me obrigavam a ler obras sem qualquer opção de escolha pelo autor/tema, fugia o mais que podia. Assim, lá ficaram na prateleira Os Maias, As Viagens na Minha Terra, A Queda de Um Anjo, Os Lusíadas, e mais alguns que de momento não me vêm à memória.
Nunca gostei de fazer estas coisas obrigada!
Apesar de em minha casa, tanto os meus pais como a minha irmã devorarem livros, eu nunca me senti atraída por nenhum dos temas à disposição, que basicamente andavam entre a ficção científica e os policiais. Ainda hoje são temas que não me suscitam grande interesse.
Só mais tarde, já depois de terminada a faculdade, os meus sentidos despertaram para a leitura, e desde aí os livros passaram a ser uma companhia constante. Mas sou muito selectiva no que leio, e não começo um livro de um autor que desconheça sem antes ter muito boas referências dos mesmos.
Pela razão anterior, a minha biblioteca é compostas por vários livros do mesmo autor. Quando gosto, procuro adquirir tudo desse mesmo autor e assim tenho algumas colecções que guardo com muito gosto e orgulho.
Posto isto, passo a enumerar os autores da minha preferência, sem nenhuma ordem hierárquica, seguidos de um breve excerto de uma das suas obras, na tentativa de atiçar para a sua leitura alguma alma que queria ser atiçada ;)

Mário de Sá Carneiro
"(...) Mas afinal o que vem a ser a loucura? Um enigma... Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de loucos... Que a loucura, no fundo, é como tantas outras, uma questão de maioria. A vida é uma convenção: isto é vermelho, aquilo é branco, unicamente porque se determinou chamar à cor disto vermelho e à cor daquilo branco. A maior parte dos homens adoptou um sistema determinado de convenções: é a gente de juízo... Pelo contrário, um número reduzido de indivíduos vê os objectos com outros olhos, chama-lhes outros nomes, pensa de maneira diferente, encara a vida de modo diverso. Como estão em minoria, são doidos...
Se um dia porém a sorte favorecesse os loucos, se o seu número fosse o superior e o género da sua loucura idêntico, eles é que passariam a ser os ajuizados. Na terra dos cegos quem tem um olho é rei, diz o adagio: na terra dos doidos, quem tem juízo, é doido, concluo eu.
O meu amigo não pensava como toda a gente... Eu não o compreendia: chamava-lhe doido. Eis tudo."
"Loucura", por Mário Sá Carneiro

Gabriel Garcia Marques
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”
(...)
"Então deu outro salto para se antecipar às predições e ver a data e as circunstâncias da sua morte. No entanto, antes de chegar ao verso final, já tinha percebido que não sairia nunca desse quarto, pois estava previsto que a cidade dos espelhos (ou das miragens) seria arrasada pelo vento e desterrada da memória dos homens no momento em que Aureliano Babilonia acabasse de decifrar os pergaminhos, e que tudo o que neles estava escrito era irrepetível desde sempre e para sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a Terra.”
"Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez

Luís Sepulveda
"- Vais voar, Ditosa. Respira. Sente a chuva. É água. Na tua vida terás muitos motivos para ser feliz, um deles chama-se água, outro chama-se vento, outro chama-se sol e chega sempre como recompensa depois da chuva. Sente a chuva. Abre as asas – miou Zorba.
A gaivota estendeu as asas. Os projectores banhavam-na de luz e a chuva salpicava-lhe as penas de pérolas. O humano e o gato viram-na erguer a cabeça de olhos fechados.
- A chuva, a água. Gosto! – Grasnou.
- Vais voar – miou Zorbas.
- Gosto de ti. És um gato muito bom – grasnou ela aproximando-se da beira do varandim.
- Vais voar. Todo o céu será teu – miou Zorbas.
- Nunca te esquecerei. Nem aos outros gatos – grasnou já com metade das patas de fora do varandim, porque, como diziam os versos de Atxaga, o seu pequeno coração era o dos equilibristas.
- Voa! – miou Zorbas estendendo uma pata e tocando-lhe ao de leve.
Ditosa desapareceu da sua vista, e o humano e o gato temeram o pior. Caíra como uma pedra. Com a respiração suspensa, assomaram as cabeças por cima do varandim, e viram-na então, batendo as asas, sobrevoando o parque de estacionamento, e depois seguiram-lhe o voo até às alturas, até mais para além do cata-vento de ouro que coroava a singular beleza de São Miguel.
(...)
- Que só voa quem se atreve a fazê-lo – miou Zorbas.
“História de uma Gaivota e do gato que a ensinou a voar”, Luís Sepulveda
Ernest Hemingway
"A linha subia devagar e firme, e então a superfície do oceano arqueou à frente do barco, e o peixe apareceu. Apareceu interminavelmente, e dos lombos lhe escorria água. Brilhava ao sol, e a cabeça e o dorso eram púrpura-escura, e ao sol as listras nos lados eram largas e cor de alfazema. O dardo era do tamanho de uma pá de «baseball» e em forma de florete. Saiu a todo o comprimento fora de água e voltou a ela, suavemente, como um nadador, e o velho viu a grande foice da cauda afundar-se e a linha começar a correr. (...)
«É um grande peixe, e tenho de o convencer», pensou. «Não devo deixá-lo nunca tomar conhecimentoda sua própria força, nem do que poderia fazer se corresse. Se eu estivesse no lugar dele, jogava o tudo por tudo, até que alguma coisa rebentasse. Mas, graças a Deus, não são tão inteligentes como nós, que os matamos, embora sejam mais nobres e mais capazes.»"
"O Velho e o Mar", Ernest Hemingway
José Saramago
"Se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala."
Finalmente, deixaria na prateleira a apodrecer, o Miguel Esteves Cardoso, porque o tipo de escrita deste senhor não me suscita o minímo interesse. Pode ser muito bom, dizer muitas verdades, mas a mim não me apatece ler.
Resta-me desejar a todos boas leituras, sejam elas quais forem. O importante é ler!Para dar seguimento a este desafio é que está complicado.
Não tenho muitas visitas, e como tal, não tenho muitas pessoas para nomear.
Assim, "amaldiço-o" a ARTEMIS e o blog o meu avesso com este desafio.


